Amigos do Videolog! Estou escrevendo este post no último dia de março para não deixar para o primeiro de abril e pensarem que eu estou dando uma de Pinóquio. A verdade, literalmente, é que saiu uma matéria muito interessante na revista Época desta semana sobre a TV do futuro, como vai ser a convergência do conteúdo da Internet com a televisão que a gente conhece. E como esses conteúdos poderão ser vistos por todos. A repórter Renata Leal foi fundo atrás do assunto, pesquisou, apurou e conta em detalhes como vai funcionar o negócio nas páginas da revista. Se você ainda não comprou a Época desta semana, corre logo pra banca mais próxima antes que acabe. (Só aqui na empresa foram 15 exemplares).
Se você tiver sem grana ou com preguiça, tudo bem. A seguir a gente mostra na íntegra o trecho da matéria que fala sobre o Videolog e a T!V!. Vale a pena perder uns minutos para conhecer as ferramentas. Valeu, Renata! Mandou muito bem! Abraços!
“(…) As grandes fabricantes de TVs também estão de olho na possibilidade de assistir à programação da internet na televisão. Durante a CES, a principal feira de produtos eletrônicos do mundo, realizada em janeiro, em Las Vegas, a Samsung, a Sony, a Toshiba, a Panasonic e a LG lançaram aparelhos que já vêm prontos para navegar na internet. Isso deve facilitar a inclusão dos vídeos hoje restritos aos sites (leia sobre a produção de séries para a web).
Esses vídeos poderiam ganhar espaço na TV. Seria bom, por exemplo, para Ariel Alexandre e Edson Mackeenzy, criadores do Videolog, um portal de vídeos semelhante ao YouTube. Eles fizeram a T!V!, um tipo de TV na internet em que qualquer pessoa pode criar um canal com sua própria programação, juntando vídeos próprios a outros que estejam nos sites Videolog, YouTube, Metacafe e Vimeo. Alguns canais estão em alta definição e podem ser vistos na TV, se o computador for ligado a ela
por cabos. A diferença do T!V! para o Boxee ou o ZeeVee é que ele não precisa ser instalado. Basta abrir o site e assistir aos canais. “O objetivo por enquanto é atender a um mercado carente de conteúdo, e com ferramentas que aumentam a produtividade dos gestores”, afirma Ariel Alexandre. “Mas temos projetos para colocar a T!V! na TV Digital.” No modelo que o Brasil adotou de TV digital, é preciso usar um decodificador para receber o sinal. A T!V! poderia ser instalada
como um programa diretamente no aparelho, como o ZeeVee.
(…)
Novas tecnologias levam os vídeos da rede à TV da sala. Começa uma nova batalha por sua audiência. Vencer essas dificuldades é uma questão de tempo. A solução pode ser maior banda de transmissão de dados. Ou uma melhor tecnologia de compressão de imagem, como a do Videolog. O site pode receber arquivos mais pesados e compactá-los até o ponto ideal de exibição com qualidade e velocidade. Para isso, o arquivo é separado em dois: imagens para um lado, som para o outro. As duas partes são comprimidas e unidas novamente. Com isso, um vídeo pesado de 100 megabytes pode terminar o processo com apenas três, tamanho mais fácil de transmitir.
Superadas as dificuldades técnicas, deverá começar a guerra do conteúdo. Com mais acesso, qualquer pessoa poderá ter seu canal de TV. Será que os grandes estúdios vão perder espaço para milhares de pessoas independentes que postam vídeos? Se isso acontecer, como eles terão dinheiro para realizar as megaproduções a que estamos tão acostumados? A rigor, essa questão já existe. Não é necessário que as programações estejam no mesmo aparelho para que haja competição: os filmes e as novelas competem pelo tempo do espectador. Um aparelho que una a internet à TV pode até dar mais audiência ao conteúdo das emissoras“.